Sábado, Agosto 01, 2009
Sinais
Aqui há dias, em conversa com uma amiga que insiste que os sinais novos que me apareceram na cara são sardas, lembrei-me de um episódio da minha infância. Devia eu ter uns sete anos quando decidi cortar com uma tesoura um sinal superficial que tinha na perna direita. A ideia era perceber se, depois de a ferida cicatrizar, o sinal aparecia de novo ou não. Já na altura tinha esta necessidade de fazer experiências para validar teorias. Mas contava eu, peguei na tesoura e cortei o sinal. Praticamente não fez sangue e também não deve ter doído muito porque fui a correr entusiasmada mostrar o grande feito à minha mãe, que falava alegremente ao telefone. Escusado será dizer que desligou imediatamente, transtornadíssima e a ralhar-me. Nesse dia fui dormir mais cedo, uma injustiça, claro. A verdade é que o sinal desapareceu mas não voltei a repetir a experiência, entretanto explicaram-me técnicas mais fixes, como o laser e o azoto líquido.
Quinta-feira, Julho 30, 2009
Atentai!
Reposição dos melhores filmes (segundo a Medeia) estreados no último ano e exibidos entre Junho de 2008 e Junho de 2009.Este ciclo de cinema decorre em Lisboa e no Porto e cada sessão custa 3.5 euros. A programação está aqui.
Sábado, Julho 25, 2009
Boas leituras!
Os senhores assaltantes devolveram-me os documentos. Aproveitaram a bolsinha onde guardava o iPod e colocaram lá o BI, carta de condução, registo de propriedade do carro e mais uns quantos cartões de cliente, incluindo os do banco. Muito conscienciosos, estes senhores assaltantes, assim ficou tudo juntinho. Largaram-na à porta de um café, num bairro social por trás do Cascais Shopping. As boas pessoas deste café desdobraram-se em contactos para conseguir avisar-me que tinham em sua posse algo que me pertencia. Acontece que do banco lhes disseram que não podiam dar o número de telefone de clientes e em casa dos meus pais, morada que constava nos meus documentos todos, nunca ninguém atendeu as chamadas. Na última tentativa que iam fazer antes de desistirem, apanharam a minha mãe em Lisboa e lá explicaram que tinham os documentos há mais de um mês. Nesse mesmo dia fui lá, ao café do senhor Alfredo, agradecer e recuperar o que os senhores assaltantes não quiseram. Para além do que já referi, deixaram-me também uns recibos antigos que guardava na carteira nem sei porquê. Já o voucher da livraria Bertrand não devolveram e espero bem que façam uma boa compra com ele. Sempre fico mais satisfeita por saber que contribuí com um incentivo à leitura. Já agora, deixo uma sugestão: que tal comprarem o último do Mia Couto, Jesusalém? Dizem as críticas que vale a pena.
Sexta-feira, Junho 19, 2009
Sexta-feira, Junho 12, 2009
Quinta-feira, Junho 11, 2009
Quarta-feira, Junho 10, 2009
Balcão "Perdi a Carteira"
Uma das primeiras coisas em que pensei quando fui assaltada foi que, sem documentos a uma quinta-feira à noite, dificilmente iria poder votar no domingo. Não me conseguia lembrar se o cartão de eleitor também estava na carteira ou em casa, a salvo. Ainda assim, sem BI, nem carta de condução, nem nenhum outro documento com fotografia que autenticasse a minha identidade, temi o pior. No dia seguinte, sexta-feira, saltei da cama, depois de 4 horas de sono, disposta a correr tudo para ter um documento válido. Informaram-me que, com o cartão de eleitor encontrado em casa, e duas testemunhas, deixar-me-iam votar. Pelo sim, pelo não, recomendaram-me que levasse também a declaração da polícia. Mais descansada, fui ao portal do cidadão saber o que precisava para renovar todos os documentos: duas fotografias para a carta de condução, um familiar directo em presença ou dois documentos originais de familiares directos que atestassem as minhas declarações, e dinheiro. Percebi ainda que podia agendar a visita e aparecer só na hora marcada, mas já não seria para esse dia. Dirigi-me ao balcão "perdi a carteira" das Laranjeiras com o meu pai e fomos atendidos minutos depois. Em menos de uma hora estava de saída com cartão do cidadão, carta de condução e registo de propriedade do automóvel. Um serviço eficiente e atendimento simpático. Uma maravilha. E no domingo fui votar sem problemas.
Terça-feira, Junho 09, 2009
Vá lá, não gostaram do meu relógio.
As duas cansadas de um dia longo, jantar de amigas cancelado, 20h30 a sairmos do trabalho. E se fossemos dividir uma pizza e falar um bocado para descontrair? Estaciono à porta de casa dela e seguimos num só carro. 22h30, jantadas, preparamo-nos para regressar a casa, quem sabe beber um chá para mais um pouco de conversa. Boa noite, uma das senhoras não me arranja um cigarro, pergunta um enquanto se aproxima. Ninguém na rua. Não temos, respondo já a ver o filme todo. Passa mas é para cá a mala, diz-me o mesmo, o mais baixo (mas, ainda assim, maior que eu). Olho para a minha amiga, o outro, mais alto, já lha tirou também e procura jóias. Correm para um carro parado e arrancam a toda a velocidade, com as nossas malas lá dentro. Ficou-nos a chave do carro que, felizmente, a minha amiga já tinha na mão. Em segundos, perdemos (vários) telemóveis, carteiras com documentos, dinheiro, óculos escuros, chaves de casa, do trabalho. Eu ainda perdi o iPod, ela os óculos graduados. Não temos como contactar a polícia, metemo-nos no carro para procurar a esquadra mais próxima. Uns 100 metros à frente, numa rua perpendicular, um café com senhores na esplanada. Paramos, contamos o sucedido. Viram o carro a passar. Ligamos à polícia e esperamos. Contam-nos que, ultimamente, tem sido frequente, uma zona que era tão tranquila. Cancelamos cartões do banco e telemóveis, avisamos amigos cujo contacto conseguimos de memória. Eu só me recordo do dos meus pais, que não atendem. A minha agenda telefónica de reserva, em papel, de nada me serve, está dentro do carro, à porta de casa da minha amiga e não tenho chave para o abrir. Participamos a ocorrência, asseguram que foi melhor não termos resistido, são tipos já reportados e capazes de andar armados. Mesmo que não estivessem, eram maiores que nós. Vamos para a esquadra onde nos é passada uma declaração para efeitos de identificação e renovação de documentos.
Entre ir buscar uma chave de reserva de minha casa, para depois conseguir a suplente do carro, voltar para o ir apanhar e regressar finalmente a casa, eram 3h30 da manhã quando a noite terminou. Pode não ter sido muito descontraída, mas diferente, isso foi sem dúvida.
Entre ir buscar uma chave de reserva de minha casa, para depois conseguir a suplente do carro, voltar para o ir apanhar e regressar finalmente a casa, eram 3h30 da manhã quando a noite terminou. Pode não ter sido muito descontraída, mas diferente, isso foi sem dúvida.
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